Publicado por: z. Jan Righi | julho 6, 2009

Time of your life.

Faz algum tempo que eu estava pensando quando eu tive um grande momento na minha vida, um momento épico de felicidade pra eu contar pros meus netos.  Eu não tenho, por enquanto, alguma história memorável, um amigo de infância que me acompanha até hoje, uma aventura radical, uma grande festa, enfim, algo que realmente eles falem: Poxa, vó! A senhora fez isso.

Talvez se eu contar os pequenos momentos felizes que eu tive com minhas amizades temporárias, meus pequenos passeis de patinete, minhas pequenas festas, minhas pequenas memórias eles digam: Poxa, vó! Algo tão pequeno conseguiu deixar a senhora tão feliz?

Eu posso contar do dia em que eu comi até enjoar com a Marcela pra começar a dieta no dia seguinte, do dia que eu joguei psp com o Jean me fazendo cocegas, de quando eu fui numa boda de ouros, da vez em que eu tomei 3 cafés da manhã, fui na padaria tomei coca, comi bombom, tomei sorvete, mais coca e vomitei tudo, do dia legal em que meu amigo comemorou 18 anos e teve uma festa supimpa na casa dele em que todos se divertiram horrores, da grande amizade que eu fiz pedindo um gole de pepsi, da  prova que eu causei colocando respostas engraçadas, enfim, várias coisinhas que me fizeram feliz, naquele momento e me fazem feliz quando eu lembro. Eu espero que meus netos aprendam que não importa o tamanho do feito, importa o quanto te faz feliz lembrar daquilo.

Eu posso olhar, por exemplo, a época do aniversário do Mauricio e lembrar que eu estava triste pelo rumo que meu namoro estava tomando, mas eu posso lembrar daquele dia em que eu me diverti muito com a galera, mexi no cabelo do Doug, vi o Viiitor dançando, humilhei no guitar hero. Eu posso lembrar que eu estava triste por ter engordado, mas eu posso lembrar que a Marcela e eu nos divertimos comendo pra exorcisar a gordinha dentro de nós e ter um dia de meninas.

Eu só não posso me arrepender do que eu faço, às vezes, que me priva de ter esses momentos,  como ser chata, mimada, metida e arrogante, eu posso olhar tudo isso com tristeza, mas do mesmo jeito eu posso olhar com felicidade pros meus erros e ver que, talvez, eles tenham conserto.

So take the photographs  and still frames in your mind, hang it on a shelf  of good health and good time.
Tattoos of memories and dead skin on trial.  For what it’s worth  it was worth all the while

Espero que os filhos do Luigi, daqui uns 50 anos, me achem uma vó muito legal. =)

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